DIALOGAR PODE SER SIMPLES!
por Mara Cristina Moro Daldin - Assistente Social - CRESS 0158

maradaldin.orgone@gmail.com


Nesta sociedade acelerada e comandada pelo fazer, muitas vezes esquecemos da importância da comunicação, indispensável para o real entendimento entre as pessoas.
Sendo assim, devemos lembrar que um dos primeiros passos ao estabelecermos um diálogo é ter em mente a qualidade e nunca a quantidade das palavras.

Quando dialogamos, não estamos apenas trocando palavras, mas transformando o abstrato em linguagem, comunicando ao outro o que se está sentindo, percebendo, enxergando, avaliando, descobrindo a identidade do outro, organizando idéias.

O saber ouvir é um grande desafio, fundamental elemento no diálogo, pois quando duas pessoas falam ao mesmo tempo não é uma conversa, é apenas ruído, interferência, monólogos simultâneos, tentativa de impor sua opiniões, que nada acrescenta, levando a um diálogo sem comunicação...

Quem busca obter algo, através de um diálogo, deve reconhecer que nada é mais destrutivo do que uma pessoa que detém a palavra por longo tempo, criando enfado, destruindo a possibilidade de entendimento, de aprender, apreender...

Outro fator indispensável ao bom diálogo é ir na direção do outro e comunicar-se efetivamente com ele, na aceitação do que ele é, como pensa, como age...
Devemos ainda considerar que numa boa conversação é importante ser espontâneo, sincero, sensato. É preciso saber refutar sem agredir, discutir sem se alterar, fazendo o possível para entender e ser entendido, pois o diálogo reflete o que pensamos, o que somos, o que fazemos sendo, portanto, uma cópia do que sentimos.

Quando nos comunicamos de forma madura e tranqüila, sem a pretensão de estar sempre com a razão, sem querer vencer o outro, temos então a certeza de que estamos tentando crescer, ouvir, aprender com o outro, obtendo descobertas incríveis em tudo aquilo que os outros estão dizendo...

E, como saber ouvir é um ato de sabedoria, ao invés de um diálogo sem comunicação, devemos lembrar que:
Quando não há nada a dizer, então, o melhor é fazer silêncio...