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Nesta sociedade acelerada e comandada pelo
fazer, muitas vezes esquecemos da importância
da comunicação, indispensável para o real
entendimento entre as pessoas.
Sendo assim, devemos lembrar que um dos
primeiros passos ao estabelecermos um diálogo
é ter em mente a qualidade e nunca a quantidade
das palavras.
Quando dialogamos, não estamos apenas trocando
palavras, mas transformando o abstrato em
linguagem, comunicando ao outro o que se está
sentindo, percebendo, enxergando, avaliando,
descobrindo a identidade do outro, organizando
idéias.
O saber ouvir é um grande desafio, fundamental
elemento no diálogo, pois quando duas pessoas
falam ao mesmo tempo não é uma conversa, é
apenas ruído, interferência, monólogos simultâneos,
tentativa de impor sua opiniões, que nada
acrescenta, levando a um diálogo sem comunicação...
Quem busca obter algo, através de um diálogo,
deve reconhecer que nada é mais destrutivo do
que uma pessoa que detém a palavra por longo
tempo, criando enfado, destruindo a
possibilidade de entendimento, de aprender,
apreender...
Outro fator indispensável ao bom diálogo é ir
na direção do outro e comunicar-se
efetivamente com ele, na aceitação do que ele
é, como pensa, como age...
Devemos ainda considerar que numa boa conversação
é importante ser espontâneo, sincero, sensato.
É preciso saber refutar sem agredir, discutir
sem se alterar, fazendo o possível para
entender e ser entendido, pois o diálogo
reflete o que pensamos, o que somos, o que
fazemos sendo, portanto, uma cópia do que
sentimos.
Quando nos comunicamos de forma madura e tranqüila,
sem a pretensão de estar sempre com a razão,
sem querer vencer o outro, temos então a
certeza de que estamos tentando crescer, ouvir,
aprender com o outro, obtendo descobertas incríveis
em tudo aquilo que os outros estão dizendo...
E, como saber ouvir é um ato de sabedoria, ao
invés de um diálogo sem comunicação, devemos
lembrar que:
Quando não há nada a dizer, então, o melhor
é fazer silêncio...
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