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ESPELHO, ESPELHO MEU: EXISTE ALGUÉM MAIS PERFEITO DO QUE
EU? |
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por
Mara Cristina Moro
Daldin
- Assistente Social - CRESS 0158 |
maradaldin.orgone@gmail.com |
A idéia de pessoas fisicamente
perfeitas, livres de doenças, é cada vez mais propagada. A
cirurgia plástica promete nos deixar exatamente como as atrizes
de TV. O mesmo acontece com os produtos estéticos, que oferecem
soluções cada vez mais modernas para nossas imperfeições
físicas.
Sonhamos ficar sempre jovem, magra e perfeita, mas também com
uma vida maravilhosa, ou seja, com pais perfeitos, corpo
perfeito, amor perfeito e sermos seres perfeitos, impecáveis. E
ainda por cima, os livros de auto-ajuda existem para dar
respostas a esta ansiedade.
Mas,
afinal, qual é o lugar da perfeição no mundo em que vivemos, na
vida que levamos e no nosso crescimento como seres humanos?
Há
pessoas para quem a perfeição é realmente uma meta, negando que
existem, como doença mental, anorexia e bulimia, justamente por
termos a obrigação de ter corpo perfeito, o corpo ideal. Temos
também as pessoas que querem ser perfeitas no trabalho, na
família.
O ideal
é o corpo, o trabalho ou a família.
As
adolescentes sonham com o corpo perfeito, o amor perfeito, a
carreira perfeita, a casa perfeita, a vida perfeita… O sonho faz
parte da vida. Só que enquanto somos adolescentes, este sonho e
a perfeição parecem estar lado a lado. À medida que
amadurecemos, vamos percebendo que felizmente não perdemos a
capacidade de sonhar, mas que isso não tem a ver com a
perfeição.
A mania
da perfeição traz junto o medo do erro e vêm acompanhados de
sonhos megalômanos. As pessoas com este problema têm, no fundo,
no fundo, uma auto-estima fragilíssima.
O que é
importante aqui saber é que quanto mais forte for a nossa
auto-estima, quanto mais perto estivermos do equilíbrio, menos
esta questão da perfeição nos atingirá.
E para que possamos fugir deste padrão, é importante estarmos
constantemente estabelecendo metas.
Metas
que nos dão vontade de crescer a nível pessoal, e isso se dá
através das relações com os outros, pela satisfação com o nosso
trabalho, com aquilo que somos enquanto seres humanos, cidadãos,
mães, pais, filhos, profissionais, mas que é pertinente àquilo
que, para conseguir, também nos traz felicidade. Porque nós nos
alimentamos das satisfações da vida.
A
palavra perfeição, do latim perfectivo, significa uma
ação consumada ou atingir a sua plenitude. Se o perfeito está
acabado, completo, o imperfeito é necessariamente inacabado.
Assim, temos que ter consciência da situação a que chegamos e
enfrentá-la, ultrapassá-la, mas sem sentimentos de culpa pelas
nossas tão humanas imperfeições, apenas aceitar que todos somos
quase perfeitos!
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