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DESENVOLVIMENTO DE HABILIDADES SOCIAIS: A
EMPRESA É A PRIMEIRA A TER LUCROS |
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por Tayana Kunrath de Oliveira
- Psicóloga - CRP
08/16090 |
tayana.orgone@gmail.com |
Com o crescente avanço tecnológico e as novas
tendências de mercado, torna-se fundamental que as empresas se
atualizem e acompanhem esta evolução evitando perder espaço no
mercado competitivo. Desta forma, se faz necessário a
contribuição do serviço de Consultoria Organizacional, o qual
oferece resultados e benefícios que atendem às necessidades e
expectativas dos clientes.
A avaliação e desenvolvimento de Habilidades
Sociais vem despertando crescente interesse nos últimos anos,
uma vez que a qualidade dos relacionamentos interpessoais pode
gerar desempenhos sociais inadequados e sérios problemas de
convivência e produtividade no trabalho quando não são bem
administrados. Ao mesmo tempo, as profundas mudanças que
acontecem no mundo moderno despertam o interesse e a necessidade
da avaliação das Habilidades Sociais uma vez que interferem na
qualidade de vida, na produtividade, na saúde e na realização
profissional. Conforme esta perspectiva considera-se importante
o desenvolvimento destas habilidades não só no nível
profissional, mas também nas relações expressas na vida diária.
Conforme os conhecimentos de Del Prette e Del
Prette (2001), as Habilidades Sociais são elementos importantes
para uma vida saudável, favorecendo as relações interpessoais em
casa, na escola e no trabalho, assim como agir de forma
preventiva, diminuindo o risco de problemas psicológicos,
agressividade, problemas conjugais, de abuso de drogas,
depressão, entre outros. Certas Habilidades Sociais são
fundamentais no sentido de contribuir para a formação de
amizades, apoio social e satisfação no trabalho, e ainda, os
comportamentos socialmente habilidosos têm sido identificados
como requisito à performance e manutenção do trabalhador com
dificuldades em lidar adequadamente com a competitividade no
trabalho.
Atualmente, a nova tendência entre o empresariado
é fortalecer as competências sociais. No mundo atual, movido
pela lógica da economia, as chamadas soft skills
(habilidades que um profissional adquiriu em suas experiências
pessoais), tem sido cada vez mais consideradas. Os empresários
estão sentindo cada vez mais a necessidade de aprender a lidar
com os próprios funcionários, executivos que querem fortalecer
sua competência social para melhor aceitação, etc. Na tentativa
de desenvolver estas Habilidades, eles se envolvem em causas
sociais e se dispõem a participar da vida de grupos de apoio
social.
Esta idéia de se considerar as Habilidades
Sociais no trabalho como um aspecto importante tem mudado muitos
conceitos e tradições nas organizações em geral. Bennis (1988)
menciona que as mudanças no contexto das organizações englobam
alterações fundamentais no comportamento humano e ocorrem na
metodologia, nos padrões de trabalho e nos valores em reposta a
modificações ou antecipando alterações estratégicas de recursos
ou de tecnologia. Segundo o mesmo autor, os gerenciamentos das
pessoas são fundamentais para o êxito de uma mudança
organizacional. As motivações das pessoas são muito mais
relevantes que a adaptação tecnológica.
As Habilidades Sociais geralmente não são
aprendidas na escola, estas são internalizadas ao longo da vida
a partir da aprendizagem informal e de treinamentos sistemáticos
em contextos estruturados e por meio de estratégias grupais bem
sucedidas.
Os processos de treinamento e desenvolvimento têm
como objetivo aprimorar o comportamento e as competências dos
funcionários. Desta forma, quando bem aplicados, estão em
consonância com os objetivos e valores organizacionais, podendo
ser considerado com um investimento, pois desenvolvem o capital
humano da empresa e impactam positivamente no clima
organizacional e nos processos e rotina de trabalho.
Entre as competências e Habilidades
Sociais relevantes no contexto de trabalho Zilda e org. (2006)
incluem: manter relações produtivas e satisfatórias no ambiente
de trabalho, resolver conflitos interpessoais e grupais,
aglutinar pessoas e conduzir tarefas em grupo, expressar
sensibilidade e empatia ante as necessidades do interlocutor,
automotivar-se para o trabalho desenvolvendo o otimismo e a
autoperseverança, lidar adequadamente com as próprias emoções e
com as emoções dos outros, expressar-se de forma honesta e
assertiva em situações interpessoais críticas, demonstrar
criatividade, autocontrole e confiança nas próprias
potencialidades e lidar de modo efetivo com o estresse e as
situações estressantes.
Nas organizações, lidar com o
estresse e a pressão da vida cotidiana é um aprendizado que
precisa ser estimulado. Nos últimos anos, o tempo gasto em horas
trabalhadas por semana vem aumentando significativamente,
refletindo no bem estar dos funcionários e influenciando também
em sua vida pessoal e profissional. Rotinas assim tendem a
causar conseqüências especialmente aquelas relacionadas a
doenças crônicas, depressão, obesidade, stress, etc. Portanto,
torna-se essencial equilibrar a vida profissional e pessoal do
funcionário. Um colaborador realizado e valorizado desenvolve as
suas funções mais adequadamente, sendo este um importante fator
de auxílio na sua motivação para o trabalho. Programas de
treinamento e de desenvolvimento podem resultar em aumento do
rendimento do funcionário, e consequentemente possibilitam maior
lucratividade e resultados para a organização.
REFERÊNCIAS:
BENNIS,
Warren; NANUS, Burt. Líderes: estratégias para assumir a
verdadeira liderança. São Paulo: Harbra, 1988
DEL PRETTE, Zilda A. P.; DEL PRETTE, Almir D. Psicologia das
habilidades sociais: terapia e educação. 2.ed. Petrópolis:
Vozes, 2001
DEL PRETTE, Zilda A. P.; Del Prette, Almir. D. (orgs.).
Estudo sobre habilidades sociais: e relacionamento
interpessoal. 1.ed. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2006
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