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OTIMIZAR O TEMPO É GARANTIR SAÚDE E BEM ESTAR! |
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por
Mara Cristina Moro
Daldin
- Assistente Social -
CRESS 0158 |
maradaldin.orgone@gmail.com |
O corpo é o primeiro a falar, é sábio, avisa-nos
quando estamos ultrapassando os limites!
Sucesso, orgulho, poder... indispensáveis na vida de todos nós,
afinal somos direcionados para conquistá-los, mas infelizmente
os manuais não ensinam como fazer para estes itens não se
transformarem em três desagradáveis surpresas: ansiedade, stress
e depressão.
Pelo sucesso, as pessoas entregam-se de corpo e alma, numa
dedicação exclusiva ao trabalho. De manhã à noite os celulares
estão ligados, as férias (se existem) são interrompidas a
qualquer momento, descanso nem pensar. Tempo para a família, só
sonhando...
O trabalho é o centro das nossas vidas ou, pelo menos, da grande
maioria. É aí que vamos buscar nossos rendimentos. Dados
recentes da Organização Internacional do Trabalho indicam que os
indivíduos têm vidas padronizadas pelo trabalho e pouco
atrativas em termos de satisfação pessoal.
Num mundo onde a produtividade é o principal
indicador de sucesso, os obcecados pelo trabalho são cada vez
mais freqüentes e querem ser protagonistas de uma grande
história de sucesso.
Todos nós temos vários papéis onde consideramos importante
estarmos bem. Como ser boa mãe? Bom pai? Ser um bom
profissional? Ser um bom amigo? Mesmo em relação às questões
culturais devemos estar atualizados, ir ao cinema, ao teatro,
ler muitos livros... Quando as pessoas tentam alcançar tudo
isso, acabam por se perder, pois passam a vida
correndo atrás do que acham que devem fazer,
em vez de optarem por viver o que decidem fazer.
Também é certo que progredir profissionalmente significa melhor
salário e status, pois dinheiro é sempre bem-vindo. Mas
rapidamente se torna um carrasco, quando as prestações antes
dentro de um limite razoável passam a engolir todo o orçamento,
afinal, sucesso é manter o padrão obtido sendo impossível
continuar morando na pequena casa, dirigindo o velho carro. Este
padrão não mais combina com o que somos agora, gerando então
gastos com uma roupa melhor para cada reunião, com uma casa
maravilhosa, pelo orgulho e pela vontade de mostrar ao mundo as
nossas conquistas.
Até aí nada contra, cada um tem direito de usufruir o lucro do
seu árduo e estressante trabalho. A preocupação é que a
realização profissional também pode se tornar doentia, anulando
o prazer de ficar com a família, com amigos, viajar, ouvir boa
música e, quem sabe, dormir em frente à TV, sem culpa!
Falando com voz cansada dos sentimentos de culpa por não terem
tempo para os filhos e do medo de falhar.
A crise de ansiedade podia ter sido o sinal para abrandar o
ritmo, mas não. Decisões e problemas inadiáveis nos chamam para
o trabalho.
E este é o retrato típico dos viciados na carreira que chegam ao
consultório de psicoterapia arrasados, deprimidos ou isolados.
Esquecem que exigência cria exigência e se cobram por não
atender às próprias expectativas, pois querem circular na
família, no trabalho e no social para haver equilíbrio. A falta
de tempo pode gerar muitos problemas como: grandes níveis de
ansiedade, horas de sono reduzidas, irritabilidade em relação
aos filhos e aos outros.
A fronteira entre tempo pessoal e tempo de trabalho torna-se
cada vez menor. Vida particular e profissional misturam-se,
diminuindo a sensação de liberdade e aumentando a pressão do
tempo.
Diante disto, o corpo é o primeiro a falar, é sábio, avisa-nos
quando estamos ultrapassando os limites. A perda de sono, o
medo, a ansiedade e o pânico são sinais de excesso em algum
aspecto. Depois vem a depressão e, com ela, uma enorme lista de
sintomas físicos e emocionais.
É impossível dormir sem comprimidos, surge taquicardia,
transtornos alimentares e então abrimos mão do nosso bem maior:
o tempo. Puxa, tão ocupado e estou perdendo tempo para
me tratar, tenho que recuperar o tempo para ter mais
tempo para ser um bom profissional por mais tempo...
Tempo, amigo e aliado...nos possibilite mais tempo...
O trabalho passou de mera garantia de sobrevivência a um
fator imprescindível de satisfação. Para consegui-la é preciso
ser reconhecido, o que depende geralmente de uma enorme
dedicação. O problema é o crescente número de pessoas que fazem
desse esforço uma fatalidade. A expressão "matar-se de
trabalhar" está se tornando literalmente verdadeira, pois vários
estudos mostram uma grande ligação entre as relações de
hostilidade, um tempo a mais no escritório e a deficiência
cardíaca.
É fato, a personalidade influencia a forma como se vive - ou
se mata - de trabalhar. A sociedade molda as pessoas no
sentido de elegerem a profissão como prioridade número um.
Atualmente, ser um bom funcionário é ter disponibilidade total e
exclusiva para a profissão. O lazer passou a ser uma utopia, ou
quase um “pecado”!
Para podermos, efetivamente, unir sucesso e prazer, devemos ter
em mente que só ganha aquele que investe. E conjugar o verbo
investir em saúde, é ganhar em qualidade de vida!
Tempo, bem precioso, seja nosso aliado no dia-a-dia, dando-nos
sabedoria para manter o equilíbrio entre mente e corpo... E,
para isso, lhe desejo bom trabalho!!!
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